• Luís Lima

Curse-ria... Se abundância fosse...


Foto: Rubem Jayron especialmente para a Conversa fiada

Fúnebres, sombrios e insanos são esses dias recentes, em que a delinquência fascista nos constrange a coragem através do incontido medo medonho, que se acostumou a nos fazer companhia... Dias terríveis em que percebemos a volta das porras dos porões, das senzalas “capitão-neadas” pela “negação-cinismo” da escravidão ou de qualquer outra opressão social da nossa historia, sem falar da “orra” pelo corra das masmorras e que morra a mãe gentil... Dias prostrados em que nos aprofundamos no beiral-tornozeleiro de um sentimento sacro-escrotal rasteiro acometido dessa viral fraqueza que nos faz escorar no vício da dependência dos vermes para combater o que se instaura como doença... Estamos resumidos à triste piada sem graça: “Rico correndo é atleta, pobre correndo é ladrão”... Dita dura é essa certeza de ter que encarar esses tempos difíceis, onde quem planta a sagrada distribuição quase e sempre tem que se deparar pelas redes com o egocentrismo barato de um vídeo que anuncia a venda da escrita intelectual!... Que coisa estranha, pelo menos para mim que não sei vender um nado, uma braçada rasa; o que dirá a intelectualidade por linhas... Devo confessar ao vento sob pena de purgatório que isso me parece uma nova modalidade de estelionato por fixação, ou seria afanação?... A triste cidade é que todo esse enredo me remete à dolorosa sensação que costumo chamar “oliveira-causto”, ou seja, complexo de baixa espiritualidade... Pois bem, a merda do assunto se rotulava ao jargão: “Tudo é texto, todos nós escrevemos alguma coisa, de uma maneira ou de outra, todos nós escrevemos algo... Então tudo é texto, mas... Como escrever bem!?”... Ora, ora tudo é possível, quando se trata do ‘fodástico-boludo’ e sua complexa ‘bula-fantástica’ que tem o sagaz poder de poder ensinar, essa é a sua praia, já que conta com uma vasta experiência tatuada em todo tipo de escrita, com ou sem cópia registrada, o que dirá juramentada pelos melhores jumentos do mercado e tudo garantido pela “Sela do coice” de noites e mais noites à fio sem pregar qualquer um dos olhos, ainda que no trêmulo singular... Pois bem, meus amados, foram essas as palavras, tirando um pouquinho pra lá sem inverter quase nada pra cá, foi bem mais do que menos, dito assim... E, tudo seria cômico se não fosse crônica a sentença, pelo simples fato de quem assina o close da foto e se revela o oculto interlocutor protagonista da ação, ninguém mais do que ele mesmo, o recalcado opressor de Marias; que num passado recente para tirar proveito de uma polêmica ou, para ser mais preciso, de uma balela vulgar, dessa do tipo coito machista mergulhada na torpe relação das facilidades de se ‘abater 999 mulheres’, soltou a chula frase: “Difícil não é transar com 1000 garotas do seu condomínio, difícil é participar do BBB”... E toda essa roupa suja lavada diante de câmeras em horário nobre através do que se chama entretenimento sem nenhuma serventia cultural, social ou curral à quatro que seja... Aos infelizes dessa seita macabra, a triste sombra que assombra “o outro lado do rio”, por saber que nem o vascular exercício de profunda reflexão da carroça na ausência do seu titular puxador servirá como conforto espiritual diante de tamanha pobreza d’alma...Que lástima...

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© 2018 por LUIS LIMA.