palavrando    (2006)
"like a bird on a wire" - "como um pássaro num arame" cantou anos atrás Leonard Cohen - e assim me parece o encontro com as músicas de Luis Lima: Um pássaro - um outro ponto de vista - canta o que observa, de uma maneira diferente e nova. Chamou a criatividade do outro músico desta gravação, e ouçam o que resultou! Muita criatividade de dois músicos. Um disco para quem preservou ainda a curiosidade de ouvir e perceber: Um músico achando a própria maneira, o próprio caminho. Como cantou na mesma canção o Cohen: "I've tried in my way to be free" - "tentei da minha maneira ser livre".

Claus Alves da Silveira

expresso de letras    (2010)
Em "Expresso de Letras" sente-se um Luis Lima cada vez mais ousado e mais compromissado com a expressão de sua arte! Interessantemente mais desprendido e afiado social, política e poeticamente. Em seu segundo CD continua profundamente envolvido com sua música-poesia: sua leitura de mundo, sua arrumação de palavras, como ele mesmo prefere.

Em muitas passagens me remonta a Sílvio Rodriguez − de quem é fã − na sua "Te doy una canción" (Te doy una canción y hago un discurso/ sobre mi derecho ha hablar/ ... Te doy una canción/ como un disparo/ como un libro/ una palabra/ una guerrilla ... como doy el amor). E no mais das vezes confirma o que seu parceiro-poeta Mário Chagas já constatara: a sua poesia-música ruma por caminhos inusitados, incomuns, imprevisíveis ("... se quiser sair eu sou esquina...") − típicos dos poetas.

Por isso e pelo mais que está nas "entre−letras", "Expresso de Letras" é o que diz ser!

Luzenice Macedo

arrumador de palavras    (2012)
poeta, músico, escrevinhador, blogueiro e mestre. luis lima é mestre de versos e encantador de letras. alguém que tem sentimento na ponta dos dedos, que carrega as palavras num versear de rimasfáceise palavras doces. homem, pai, sonhador, amigo. ser humano que arruma palavras em memórias incontáveis. ler as palavras desse grande mestre é viajar num mar de palvras que nunca naufragem.

suzana martins

mente de giração    (2015)

Luís Lima escreve poesia com a leveza de um arrumador de palavras, desconstruindo a exatidão das rotinas, transformando-as in-verso e criando um expresso de letras diagramadas para unir versos em clareza. Não é fácil dar itinerário às ideias, torná-las palavras arrumadas. A energia que versa no papel com tal facilidade é aquele vento que convida a conversar com otimismo sobre a bela nova idade da distribuição da palavra de ordem, a oportunidade. Das longas conversas prolíferas, políticas, plurais, aprendemos um com o outro e nossos títulos de pai e filho já são comuns, os trocamos como figurinhas. Mas a arte de girar a mente, ele desempenha com a maestria de quem coleciona mestres, aprendiz. Das flores nascem as cores, mas quem quiser melodia afinada que puxe um banquinho e apure os ouvidos. Dessas linhas todas, tortas e retas, brotam notas que acendem os faróis da feliz cidade. De cada verso desenhado com giz, contido de dúvidas certas, floresce o grão de ser feliz. O trem das cores vai passar aqui...

Guilherme Mendes